terça-feira, fevereiro 09, 2010
domingo, setembro 27, 2009
blue
eu sinto quando me cravam espinhos nas costas, quando o sangue me escorre na pele fria. Eu sinto o vento carregado de palavras de vozes alheias passar por mim. Eu adormeço a noite nas mãos de olhares crueis que nos levam os sorrisos daqueles fins de tarde. Sou um ser abandonado pela dignidade e perdido na minha propria cidade, nestas ruas que conheço decor, nesta mistura de cheiros de varandas de esquinas de uma cidade que nasceu á beira mar e onde adormeço sem vontade de acordar.
terça-feira, março 10, 2009
gosto de ti
gosto de ti porque sim , porque um dia acordei assim, porque te trago no meu sorriso, porque corremos no mesmo rio.
corres-me na voz porque te canto, porque me levas em ti, porque conheci uma nova primavera em mim.
trago-te flores num cesto que atiro ao vento com o teu nome.
lanço-te um beijo num luar de lágrimas esquecidas.
és aquele sorriso e gosto de ti porque sim.
és os cinco dedos de uma mão que me adormece.
és a areia debaixo dos meus pés
a beira mar que me acolhe.
gosto de ti porque eras uma semente
agora es um fruto que me adoça os dias
és o tesouro no fundo do meu arco iris
és o gnomo que me mostra o caminho
és um mundo de sentidos
onde estás? quem és ?
mas eu sei que gosto de ti.
crias-te em mim um espaço neutro
de emoções transversais
de elipses apaixonadas
de obliquas de saudades.
corres-me na voz porque te canto, porque me levas em ti, porque conheci uma nova primavera em mim.
trago-te flores num cesto que atiro ao vento com o teu nome.
lanço-te um beijo num luar de lágrimas esquecidas.
és aquele sorriso e gosto de ti porque sim.
és os cinco dedos de uma mão que me adormece.
és a areia debaixo dos meus pés
a beira mar que me acolhe.
gosto de ti porque eras uma semente
agora es um fruto que me adoça os dias
és o tesouro no fundo do meu arco iris
és o gnomo que me mostra o caminho
és um mundo de sentidos
onde estás? quem és ?
mas eu sei que gosto de ti.
crias-te em mim um espaço neutro
de emoções transversais
de elipses apaixonadas
de obliquas de saudades.
sexta-feira, março 06, 2009
2008
so agora reparei que nao escrevi uma palavra em 2008...que as letras não me acolheram na sua plenitude, não explorei o meu abstracto as minhas paixoes nem os meus medos. limitei-me a deixar os dias passar, a ver as estações chegarem e a partirem. não me envolvi com o sal de nenhuma onda de uma praia desconhecida, não descobre novos sabores, não persegui novos desafios...parando e pensando. cada onda é nova, os sabores são todos diferentes sinto as estaçoes em mim assim como o tempo que passa uma vez na ausência agora na abundância de relogios...senti o tempo passar em mim com o vento, senti cada bocadinho do dia , cada mistério da noite. persegui olhares provei sabores toquei corações que quebrei sem pedir. acolhi amores e desamores, entreguei-me a luxuria de uma paixão deixei-me levar pela coragem de um sorriso contagiante. afinal até foi um bom 2008 onde descobri A praia perfeita. A minha praia.
o que é amar?
é trazer na voz os suspiros de saudade?
carregar na pele o toque do desejo?
um brilhar de olhos de uma melancolia avassaladora?
é não ter passado?
apenas presente e futuro?
será amar
querer sempre mais?
procurar sempre mais?
sentir sempre mais?
e o desejo? e a paixão?
o amor vem da calma a paixão do desejo
o amor vem da alma o desejo uma noite de verão
o amor vem da poesia
do bucólico
de uma rima forçada acentuada no sitio certo
a paixão vem de um querer desconcertante
de uma sede sem precedentes
a paixão mata a sede nos fluidos
adormece nos suspiros de prazer
a paixão leva-nos em viagens pelo desconhecido
pela violência do animal que nos habita
o que é o amor e a paixão?
dois seres que dormem lado a lado
que andam de mãos dadas
e que se separam ao fim do dia
para acordarem os seus sentidos
é trazer na voz os suspiros de saudade?
carregar na pele o toque do desejo?
um brilhar de olhos de uma melancolia avassaladora?
é não ter passado?
apenas presente e futuro?
será amar
querer sempre mais?
procurar sempre mais?
sentir sempre mais?
e o desejo? e a paixão?
o amor vem da calma a paixão do desejo
o amor vem da alma o desejo uma noite de verão
o amor vem da poesia
do bucólico
de uma rima forçada acentuada no sitio certo
a paixão vem de um querer desconcertante
de uma sede sem precedentes
a paixão mata a sede nos fluidos
adormece nos suspiros de prazer
a paixão leva-nos em viagens pelo desconhecido
pela violência do animal que nos habita
o que é o amor e a paixão?
dois seres que dormem lado a lado
que andam de mãos dadas
e que se separam ao fim do dia
para acordarem os seus sentidos
os sentidos
os sentidos
aqueles que ouvem
que nos adormecem ao som daquela melodia
que nos beijam
que nos acariciam a pele
sentidos aqueles
que transportam desejo
que fazem o sangue correr
sentidos aqueles
que nos levam por sonhos
medos e duvidas
que nos fazem sentir
o sol a queimar a pele
o vento que sopra la fora
a agua que corre sempre no mesmo sentido
sentidos que nos fazem
ouvir o relógio
que nos fazem chorar
temer e desejar.
sentidos aqueles
que não sabendo
nos levam pela imaginação
da nossa própria curiosidade
aqueles que ouvem
que nos adormecem ao som daquela melodia
que nos beijam
que nos acariciam a pele
sentidos aqueles
que transportam desejo
que fazem o sangue correr
sentidos aqueles
que nos levam por sonhos
medos e duvidas
que nos fazem sentir
o sol a queimar a pele
o vento que sopra la fora
a agua que corre sempre no mesmo sentido
sentidos que nos fazem
ouvir o relógio
que nos fazem chorar
temer e desejar.
sentidos aqueles
que não sabendo
nos levam pela imaginação
da nossa própria curiosidade
sexta-feira, novembro 23, 2007
uma rima?
ontem enquanto chuvia e eu fugia
por entre lagrimas e desgostos
fui mandada parar pela policia.
eu desejei e disse quase por magia
leve-me sem pensar para os calabouços
nao aguento estas lagrimas nem mais um dia.
por entre lagrimas e desgostos
fui mandada parar pela policia.
eu desejei e disse quase por magia
leve-me sem pensar para os calabouços
nao aguento estas lagrimas nem mais um dia.
quinta-feira, novembro 22, 2007
coisas á toa
Enquanto me falavam eu olhava o rio. sentia a corrente la fora e so me restava imaginar o cheiro daquele quase mar. o escuro de uma beira rio, o silêncio quebrado por pequenas ondas. esqueço-me de lembrar, o que tanto me domina. e sinto que me habitas secretamente. procuro as palavras para te descrever em mim e perco-me entre imagens soltas de cores inexistentes. pintas quadros de formas abstractas tao reais em ti, tao complicadas para o mundo la fora, tao simples em mim (mesmo assim) . consigo ouvir-t pensar, como um relogio, marcas o compasso, de um tempo que (nao) custa a passar...uma doce (co)existência a do brigadeiro e do café. (?????)
quarta-feira, novembro 21, 2007
pinturas da alma
pinto de azul os meus sentimentos,
de amarelo uma brincadeira,
carrego no vermelho quando desenho o teu nome,
ponho um pouco de branco na tua paz.
de negro a raiva que me consome,
de verde a esperança que o teu sorriso traz.
cor de rosa, letras soltas
dourado uma mala por comprar.
nao me lembro de mais cor
nao sei qual a cor da dor.
de amarelo uma brincadeira,
carrego no vermelho quando desenho o teu nome,
ponho um pouco de branco na tua paz.
de negro a raiva que me consome,
de verde a esperança que o teu sorriso traz.
cor de rosa, letras soltas
dourado uma mala por comprar.
nao me lembro de mais cor
nao sei qual a cor da dor.
brincar
hoje as palavras simplesmente consomem-me o tempo. nao é mau mas entao porquê esta sensação?
hoje escrevo para mim (talvez) porque sim ...mas sempre a pensar em ti...sem ilusão.
as frases invadem espaços vazios...em mim? sao meus...( talvez não).
os sons que oiço sao só meus ? pura imaginação (perdi a razão).
tenho-te perto de mim ? sinto-te sem senão (carrego-te na minha mão).
tenho saudades do mar.......vamos outra vez aquele pontão (nao quero esperar pelo verão).
vamos assim sem rumo? sem destino sem direcçã0
vamos reinventar sem sentido mais uma canção.
hoje escrevo para mim (talvez) porque sim ...mas sempre a pensar em ti...sem ilusão.
as frases invadem espaços vazios...em mim? sao meus...( talvez não).
os sons que oiço sao só meus ? pura imaginação (perdi a razão).
tenho-te perto de mim ? sinto-te sem senão (carrego-te na minha mão).
tenho saudades do mar.......vamos outra vez aquele pontão (nao quero esperar pelo verão).
vamos assim sem rumo? sem destino sem direcçã0
vamos reinventar sem sentido mais uma canção.
caos
nasces-t-m
entras-t na minha existência
criei um novo mundo
procurei a perfeiçao
tracei caminhos
colhi flores
tive certezas
duvidei
chorei
sorri
sorri
voltei a sorrir
batalhei
combati
vivi
procurei palavras
falei, onde esta o som?
perdi-me em dialogos
encontrei-me no abstracto
sou escusa como aquele caminho
pensamentos que fluem
como cigarros esquecidos
lembranças do futuro
tatuagens sem fim
vontades em mim
flores de laranjeira no chao
talvez sim talvez nao
esqueci-me de respirar
aiiiii hoje nao...
entras-t na minha existência
criei um novo mundo
procurei a perfeiçao
tracei caminhos
colhi flores
tive certezas
duvidei
chorei
sorri
sorri
voltei a sorrir
batalhei
combati
vivi
procurei palavras
falei, onde esta o som?
perdi-me em dialogos
encontrei-me no abstracto
sou escusa como aquele caminho
pensamentos que fluem
como cigarros esquecidos
lembranças do futuro
tatuagens sem fim
vontades em mim
flores de laranjeira no chao
talvez sim talvez nao
esqueci-me de respirar
aiiiii hoje nao...
trilhos
eu sabia como sonhar,
como abrir as asas e voar,
eu tinha coragem de condor,
eu voava, eu nao sentia dor.
hoje sou uma sombra de mim mesma,
de algo que fui,
nao reconheço mais este sorriso,
esta voz, tao pesada
tao grave, de alguem roubada.
é como caminhar numa floresta,
onde nao há trilhos traçados.
reconheço cada ramo,
os rios aqueles trinados,
mas nao me reconheço a mim mesma.
escrevo meu nome numa arvore
tento nao me esquecer
que um dia existi,
tento lembrar-me
que um dia vou repousar em ti.
como abrir as asas e voar,
eu tinha coragem de condor,
eu voava, eu nao sentia dor.
hoje sou uma sombra de mim mesma,
de algo que fui,
nao reconheço mais este sorriso,
esta voz, tao pesada
tao grave, de alguem roubada.
é como caminhar numa floresta,
onde nao há trilhos traçados.
reconheço cada ramo,
os rios aqueles trinados,
mas nao me reconheço a mim mesma.
escrevo meu nome numa arvore
tento nao me esquecer
que um dia existi,
tento lembrar-me
que um dia vou repousar em ti.
