segunda-feira, novembro 05, 2007

i'm like a star fish

Hoje volto a escrever...escrever para ninguém ler ou para ti que Lês ou para ti que les sem eu nunca te ter escrito. hoje escrevo para mim, por mim, para nunca me esquecer que um dia vivi, senti, chorei travei batalhas, guerras infindáveis, remei rios acima subi cumes de montanhas, provei o sabor da derrota, de uma queda vertiginosa. escrevo agora a ti. que me corres nos pensamentos tão veloz como no sangue. a tua existência é real mas tão utópica. traças trilhos por caminhar neste chão de pedra gelado.


" E assim fico nesta estação de comboios envelhecida pelo tempo, pintada de cores escuras e que padece na existência de simples transeuntes que não trazem brilho nas mãos, sonhos na algibeira, sorrisos intemporais. Simples gentes que caminham sem nunca levantar os olhos, porque no meio do cinzento de uma gare que sofre, sem comboios, sem pessoas, sem futuro, eu cantei e desenhei no ar feixes de luz, projectei nas paredes sonhos com sabor a morango café chocolate com pedacinhos de bolacha. Abri buracos do tamanho da iris de uns olhos cor de mel e deixei entrar luz, raios de luz, milhares . Deixei a bruma amanhecer . tornei-me um vagabundo que se deixou adormecer quando não mais consegiu contar os feixes de luz."

MEMORIAS DE UM VAGABUNDO

2 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Nada de estranho... de uma subtileza sublime...

me...

3:20 p.m.  
Anonymous Anónimo said...

subtileza...gostei

3:31 p.m.  

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