terça-feira, junho 27, 2006

não é preciso coragem para olhar nos olhos, mas sim sinceridade...

e em três segundos percorri todas as memórias que trazia guardadas como efemeros momentos de um lhar perdido no espaço...as palavras sofregas de sabedoria aplicada, de um conhecimento que tocava a terra, telurico na sua forma mais pura, construido entre mentalidades que se cruzavam...no entanto era o meu mundo de gelo que estava a ser derretido, as palavras fluiam como os segundos que teimavam em passar despercebidos e eu ouvia. travava uma luta entro o asbstracto transformado ali em palavras concretas num discurso que sendo meu me era exterior...uma necessidade infantil de provar que...mas n é sobre mim...não. não são dissertações do meu egocentrismo que eu quero espelhar aqui...autoanalises publicas, flagelos emocionais. nao...hoje não...hoje ouvi duvidei percebi questionei mexi remexi procurei quis saber quis mostrar dar a conhecer guardar algo delinear projectar dar forma, hoje deliciei o meu abstracto com imagens de vidas que não vivi, com melodias que pareciam atravessar florestas como o vento e ali repousar, em mim, melodias que de tão perto, soavam vindas de tão longe...tudo ecoava e eu observava...eu olhava...eu via...eu criava em mim frases á velocidade da luz, eu deixava cair em mim aquela chuva de palavras sonoras, de memórias partilhadas...

SEGUNDA/TERÇA madrugada de 27 junho 2006