terça-feira, novembro 13, 2007

desilusões

e assim fico,
sentada nos degraus de uma rua deserta,
onde o frio nasce da noite,
onde as janelas fechadas,
ocultam os amantes,
e assim fico,
a sentir os cheiros da noite,
os sabores de um passado
que nunca tanto soube a presente.


passo os meus dedos pelas memorias,
de uma amizade que nunca existiu.
De noites de engano,
de magoas choradas,
de uma tao falsa paz.

Dormia sob telhados de vidro,
que aos poucos me dilaceravam o rosto,
que deixavam a chuva passar,
que eram um convite
aos mais tempestuosos
ventos de uma alma em agonia.

Hoje amigo,
que me criast medos e inseguranças.
amigo,
que me ajudast a afundar,
que me deste uma mao,
tao falsa, tao dissimulada.
hoje amigo, que nada sabes,
que de tanto te julgas capaz,
que tao burros julgas os outros,
hoje te digo amigo,
nao mais caminhas na minha rua,
os ventos que me acolhem,
nunca os vais conhecer,
ganhas batalhas numa guerra santa,
enquanto eu bebo do calice de
um sentimento que nunca vais conhecer.

2 Comments:

Anonymous Anónimo said...

que de tanto de julgas capaz...

9:25 a.m.  
Anonymous Anónimo said...

as pessoas iludem-se a elas proprias antes de iludir os outros.

1:30 p.m.  

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