sexta-feira, novembro 23, 2007

uma rima?

ontem enquanto chuvia e eu fugia
por entre lagrimas e desgostos
fui mandada parar pela policia.
eu desejei e disse quase por magia
leve-me sem pensar para os calabouços
nao aguento estas lagrimas nem mais um dia.

quinta-feira, novembro 22, 2007

coisas á toa

Enquanto me falavam eu olhava o rio. sentia a corrente la fora e so me restava imaginar o cheiro daquele quase mar. o escuro de uma beira rio, o silêncio quebrado por pequenas ondas. esqueço-me de lembrar, o que tanto me domina. e sinto que me habitas secretamente. procuro as palavras para te descrever em mim e perco-me entre imagens soltas de cores inexistentes. pintas quadros de formas abstractas tao reais em ti, tao complicadas para o mundo la fora, tao simples em mim (mesmo assim) . consigo ouvir-t pensar, como um relogio, marcas o compasso, de um tempo que (nao) custa a passar...uma doce (co)existência a do brigadeiro e do café. (?????)

quarta-feira, novembro 21, 2007

pinturas da alma

pinto de azul os meus sentimentos,
de amarelo uma brincadeira,

carrego no vermelho quando desenho o teu nome,
ponho um pouco de branco na tua paz.

de negro a raiva que me consome,
de verde a esperança que o teu sorriso traz.

cor de rosa, letras soltas
dourado uma mala por comprar.

nao me lembro de mais cor
nao sei qual a cor da dor.

brincar

hoje as palavras simplesmente consomem-me o tempo. nao é mau mas entao porquê esta sensação?

hoje escrevo para mim (talvez) porque sim ...mas sempre a pensar em ti...sem ilusão.

as frases invadem espaços vazios...em mim? sao meus...( talvez não).

os sons que oiço sao só meus ? pura imaginação (perdi a razão).

tenho-te perto de mim ? sinto-te sem senão (carrego-te na minha mão).

tenho saudades do mar.......vamos outra vez aquele pontão (nao quero esperar pelo verão).

vamos assim sem rumo? sem destino sem direcçã0

vamos reinventar sem sentido mais uma canção.

caos

nasces-t-m
entras-t na minha existência
criei um novo mundo
procurei a perfeiçao
tracei caminhos
colhi flores
tive certezas
duvidei
chorei
sorri
sorri
voltei a sorrir
batalhei
combati
vivi
procurei palavras
falei, onde esta o som?
perdi-me em dialogos
encontrei-me no abstracto
sou escusa como aquele caminho
pensamentos que fluem
como cigarros esquecidos
lembranças do futuro
tatuagens sem fim
vontades em mim
flores de laranjeira no chao
talvez sim talvez nao
esqueci-me de respirar
aiiiii hoje nao...

trilhos

eu sabia como sonhar,
como abrir as asas e voar,

eu tinha coragem de condor,
eu voava, eu nao sentia dor.

hoje sou uma sombra de mim mesma,
de algo que fui,
nao reconheço mais este sorriso,
esta voz, tao pesada
tao grave, de alguem roubada.
é como caminhar numa floresta,
onde nao há trilhos traçados.
reconheço cada ramo,
os rios aqueles trinados,
mas nao me reconheço a mim mesma.
escrevo meu nome numa arvore
tento nao me esquecer
que um dia existi,
tento lembrar-me
que um dia vou repousar em ti.

terça-feira, novembro 20, 2007

numb

De que me serve escrever,
se deixei de saber falar.
de saber como dizer,
de me expressar como todos voces.
nao sei se consumida por culpa,
ou por nobres sentimentos altruistas,
se apenas menos brilhante nas palavras,
se só incapaz de me perceber.
Hoje so me apetece cantar,
reproduzir aqueles sons,
deixar a raiva correr-me no corpo,
e soltar a voz....
nao me deixem fechar os olhos,
nao me deixem sozinha a falar
eu so quero por momentos
continuar a cantar.

segunda-feira, novembro 19, 2007

william wallace


nao sei a letra desta musica...é apenas uma melodia...prefiro morrer a lutar que sobreviver sem amar*
eu quero ir para ali...eu quero acordar e descer aquelas escadas e descobrir as primeiras ondas do dia. eu quero sentir as primeiras chuvas deste inverno , quero sentir o frio naquela beira mar. eu quero deixar pegadas na areia...

domingo, novembro 18, 2007

dialogos interiores

nao consigo escrever....sinto-me invadida por olhos que nao merecem saber o que penso, o que sinto, como estou...nao quero que saibam o que fiz hoje, se sorri se chorei...


mas as palavras fluem em mim como rajadas de vento que leva ate aquela praia o cheiro do mar que rebenta la ao fundo, mas tao perto...tinhas o sol por tras de ti forte..a insistir em existir neste quase inverno.

Estas de volta...ja conheço esse cheiro sei-t ali de olhos fechados.

Escrevo-te nas entrelinhas.

Existes nas minhas entrelinhas.

Quando o pensamento nao é concreto, as palavras tornam-se difusas.

Tenho tanto para dizer ao mundo.

Sabes que me sinto bem ?

Que tenho momentos de paz?

Sabes que gosto de te ver sorrir ?

Gosto de te ver perto.

gosto de te sentir por perto.

sabes que tenho a mao marcada?

tatuagem(s)???
para quê se marcamos o nosso dia a dia com pequenos cartoes brancos compostos pela imaginação que nos transcende e como crianças assim passamos as horas a rir ... a sorrir...e como crianças temos tanto por crescer viver conhecer e descobrir...



HOJE NAO CONSIGO ESCREVER..hoje nao escrevi para ficar bonito...hoje queria falar............

quinta-feira, novembro 15, 2007

desculpa hj nao sinto coisas boas.

nao hoje nao.
hoje nao me sinto em paz.
hoje penso duas vezes
e nao consigo conter
este espirito que se inquieta
enjaulado pela desonestidade, pela cobardia.
é um sentimento de embriaguez,
este que me domina,
que me trespassa a lucidez.
hoje nao desejo coisas boas,
hoje nao te escrevo a ti,
que tanto me fazes sorrir,
escrevo a ti que me fazes serrar os dentes,
que me agonias,
que me revoltas e me roubas
tantos momentos de paz...
cruzas caminhos que nao conheces,
falas decor do que nao sabes,
mas ficas guardado a cadeado...
nao mereces que teu nome seja SEQUER lembrado.


eu sei que é forte demais...que pode ferir susceptibilidades mas.......é o que sinto as palavras espancam-me a consciência...
escrever sobre efemeridades?
sobre o ontem o hoje , sobre o amanha?
sobre noticias do dia a dia?
sobre traições enredos enganos.
escrever sobre horarios, aulas,
dias de trabalho que parecem nao acabar?
escrever sobre CAES DE LOIÇA?

hoje escrevo-t uma lullaby...
uma cançao de embalar, sem som.
palavras de conforto quando tudo parece tao duro.
quando te olho as palavras correm-me
a velocidades que ultrapassam a luz
de uns olhos que me cegam.
podes adormecer,
eu prometo que vou estar aqui,
ao teu lado, quando acordares,
quando a luz da manhã te acolher,
eu vou estar perto,
quando os fins de tarde frios de inverno
te levarem nas mãos da dor,
eu vou estar aqui, adormece os teus medos em mim.
vou ser a tua sombra mesmo quando nao houver sol.
vou ser a mao que te levanta,
que te acolhe e que te leva,
por aquele caminho.
que te mostra aquele café,
que te mostra aquela praia tao longe,
tao diferente,
que te mostra que a terra molhada,
da sempre frutos,
que do mais feio pantano,
pode nascer a mais bela flor.


eu hoje senti-em sorrir, sorrir mesmo....feliz...uma coisa tao pequenina mas tao pequenina e eu senti-me tao especial ........... a beleza das mais pequenas coisas

phantom of the opera

No more talk of darkness,
forget these wide-eyed fears;
I'm here, nothing can harm you,
my words will warm and calm you.
Let me be your freedom,
let daylight dry your tears;
I'm here, with you, beside you,
to guard you and to guide you.

Let me be your shelter,
let me be your light;
you're safe, no one will find you,
your fears are far behind you.

anywhere you go, let me go too,
that's all I ask of you.

quarta-feira, novembro 14, 2007

porque sim...

sabes qual é o infinito dos sentidos?

È o cheiro dos oceanos da tua pele,
é o som da tua voz que se estende em mim,
é o sabor de um sonho tao presente,
é o toque de veludo de um corpo sem fim,
é a imagem bucolica, perfeita,
de um sorriso que se esconde,
(eu sei-t decor...assim),
e de uns olhos que que mesmo longe
nao sabem, nunca, mentir.

mais uma vez pergunta-me... para onde?
nao sei... mas sem ti nao quero ir
sem ti nao vou partir.




isto sem café é tudo mais lento...... hope you like *


terça-feira, novembro 13, 2007

desilusões

e assim fico,
sentada nos degraus de uma rua deserta,
onde o frio nasce da noite,
onde as janelas fechadas,
ocultam os amantes,
e assim fico,
a sentir os cheiros da noite,
os sabores de um passado
que nunca tanto soube a presente.


passo os meus dedos pelas memorias,
de uma amizade que nunca existiu.
De noites de engano,
de magoas choradas,
de uma tao falsa paz.

Dormia sob telhados de vidro,
que aos poucos me dilaceravam o rosto,
que deixavam a chuva passar,
que eram um convite
aos mais tempestuosos
ventos de uma alma em agonia.

Hoje amigo,
que me criast medos e inseguranças.
amigo,
que me ajudast a afundar,
que me deste uma mao,
tao falsa, tao dissimulada.
hoje amigo, que nada sabes,
que de tanto te julgas capaz,
que tao burros julgas os outros,
hoje te digo amigo,
nao mais caminhas na minha rua,
os ventos que me acolhem,
nunca os vais conhecer,
ganhas batalhas numa guerra santa,
enquanto eu bebo do calice de
um sentimento que nunca vais conhecer.

segunda-feira, novembro 12, 2007

maya advertise

"...escreva maya pois eu estou aqui para a ajudar voce merece o melhor que a vida tem para lhe dar..." ahahahahah maya dominna na sic

o miguel das bolhas

You're a falling star, you're the get away car.
You're the line in the sand when I go too far.
You're the swimming pool, on an August day.
And you're the perfect thing to say.

And you play it coy but it's kinda cute.
Ah, when you smile at me you know exactly what you do.
Baby don't pretend that you don't know it's true.
'cause you can see it when I look at you.


And in this crazy life, and through these crazy times
It's you, it's you, you make me sing.
You're every line, you're every word, you're everything.

You're a carousel, you're a wishing well,
And you light me up, when you ring my bell.
You're a mystery, you're from outer space,
You're every minute of my everyday.

And I can't believe, uh that I'm your man,
And I get to kiss you baby just because I can.
Whatever comes our way, ah we'll see it through,
And you know that's what our love can do.


So, la, la, la, la, la, la, la
So, la, la, la, la, la, la, la

And in this crazy life, and through these crazy times
It's you, it's you, you make me sing.
You're every line, you're every word, you're everything.
You're every song, and I sing along.
'Cause you're my everything.
Yeah, yeah

So, la, la, la, la, la, la, la
So, la, la, la, la, la, la, la


eu sei que por esta letra é demasiado obvio mas eu gosto mesmo desta musica...é aquela que gosto de ouvir a conduzir que me apetece cantar na praia, que oiço quando esta frio, que a canto á chuva, que a canto sozinha para mim e para ti , que a canto contigooooo sim ja te ouvi cantar esta LALALALALALALALALA ... :) é ma musica perfeita em mim ...eu gosto...

quarta-feira, novembro 07, 2007

sao apenas divagações...a culpa é do antony

"Eyes are falling
Lips are falling
Hair is falling to the ground
Slowly, softly
Falling, falling
Down in silence to the ground
All the world is falling, falling
All the blue
From me and you
Teardrops falling to the ground
Teardrops
I'm talkin' 'bout your teardrops..."


Adormeço sem sentir,
o que um dia fui, feliz
adormeço no meu silêncio,
de um coraçao de meretriz,
que se entregou ao mundo,
de um coraçao pintado a giz
que cai la no fundo
de uma dor que se transforma,
que me transforma,
que transforma quem me sente,
quem me vê,
quem me carrega no pensamento.
a doçura de um voz,
que me adormece,
que me persegue,
inundada de notas confusas,
esta é a musica,
of a blue heart,
that cry all over your skin,
and just let me go,
i'm falling deeper in you,
on the softness of your skin
and you,
i'm loving you, and your words
are just making me falling.
this is not goodbye this is hello
this is like a divine hello
like a picture lost in time,
like the sweetest smille on hearth.
you're bleeding heart is like a flamme on fire,
shining on the streets of my heart.
this is not a goodbye this
is a sweet hello to the pain in my soul.

terça-feira, novembro 06, 2007

nao preciso que me lembrem,
preciso que me façam esquecer.
nao preciso que me digam,
preciso que me deixem sofrer.
nao quero que me carreguem,
quero ser eu a saber correr.
nao quero que desapareçam,
quero ser eu a desaparecer.
nao vou mais ouvir vozes ,
vou ser eu a falar sem fim.
nao vou seguir o vosso caminho,
vou criar um caminho em mim.
gostava de te ter aqui,
gostava de conseguir falar,
gostava de ser quem tu queres que eu seja,
gostava de ser quem um dia fui.
mas hoje nao sou mais,
que um espectro do que fui,
de um sorriso feliz,
de um olhar brilhante,
de um mundo cheio de sonhos.

adolescente...um dia.

um cheiro,
uma voz, uma frase que nao acaba,
para me recordar aquele tempo.
aqueles dias frios de inverno,
que espreiava pela janela o rio,
as pessoas que ainda não tinham crescido,
horas que passava naqueles corredores,
á espera de uns olhos que dobrassem aquela esquina,
que alguem me mostrasse algo novo,
eu queria conhecer, viver o amanha sem demoras.
eu era infeliz por nao conhecer,
hoje vejo, tao ignorante mas tao feliz.
todos me diziam o que fazer,
eu tinha tanto por onde escolher.
todos me diziam por onde ir
tinho o mundo á minha espera,
eu sabia sorrir
E assim desenhava obliquas de desejo
travava uma guerra
sem nunca fugir.


nas paredes da minha existência.
Em dias passados a olhar a bruma,
que teimava em nao subir,
apaixonei-me ao primeiro olhar,
pelo amanhacer visto daquele tronco.



Manhãs inocentes,
que cruzava olhares com o vazio.
desejos de mais,
sem nunca ter conhecido o menos.
beijos mergulhados na imaginação,
de contos infantis,
de historias de amor proibidas.
tornava o irreal, real em mim.
sabia sonhar,
tinha os olhos mergulhados em sonhos,
que nao acabavam ao acordar.
teimava em ser feliz,
so porque sim ,
porque queria um dia
em ti poder repousar.

segunda-feira, novembro 05, 2007

i'm like a star fish

Hoje volto a escrever...escrever para ninguém ler ou para ti que Lês ou para ti que les sem eu nunca te ter escrito. hoje escrevo para mim, por mim, para nunca me esquecer que um dia vivi, senti, chorei travei batalhas, guerras infindáveis, remei rios acima subi cumes de montanhas, provei o sabor da derrota, de uma queda vertiginosa. escrevo agora a ti. que me corres nos pensamentos tão veloz como no sangue. a tua existência é real mas tão utópica. traças trilhos por caminhar neste chão de pedra gelado.


" E assim fico nesta estação de comboios envelhecida pelo tempo, pintada de cores escuras e que padece na existência de simples transeuntes que não trazem brilho nas mãos, sonhos na algibeira, sorrisos intemporais. Simples gentes que caminham sem nunca levantar os olhos, porque no meio do cinzento de uma gare que sofre, sem comboios, sem pessoas, sem futuro, eu cantei e desenhei no ar feixes de luz, projectei nas paredes sonhos com sabor a morango café chocolate com pedacinhos de bolacha. Abri buracos do tamanho da iris de uns olhos cor de mel e deixei entrar luz, raios de luz, milhares . Deixei a bruma amanhecer . tornei-me um vagabundo que se deixou adormecer quando não mais consegiu contar os feixes de luz."

MEMORIAS DE UM VAGABUNDO